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Oxigênio

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Oxigênio

Nos primórdios do Universo só existiam o hidrogênio e o hélio.
No calor gerado pela explosão das primeiras estrelas há bilhões de anos produziu-se e espalhou-se outros elementos necessários à vida como carbono, nitrogênio e oxigênio, ferro, fósforo... Assim o Oxigênio que respiramos foi forjado a bilhões de anos: “No coração de estrelas explodindo, ainda no inicio dos tempos.”

Chegou à Terra transportado por cometas e outros corpos celestes, onde sua concentração variou de 0% a 35% ao longo dos tempos, estabilizando-se nos atuais 20,8%.

Em fins do século 19 Karl Linde desenvolveu o liquefator de gases como NITROGÊNIO, OXIGÊNIO e outros, para a produção em larga escala, difundindo o consumo no mundo.

A utilização de oxigênio para uso terapeutico foi induzido pelo uso de oxigênio por aviadores, por sofrerem essa restrição em razão das altitudes impostas pela aviação.

O início da utilização das Usinas concentradoras de oxigênio remete à 2ª Grande Guerra Mundial, quando o exército americano, ao ministrar oxigênio em seus soldados em cianose, introduziu o sistema PSA para produção de oxigênio em baixos volumes no local de uso afim de escaparem da difícil logística que o uso de cilindros impunha.

Essa foi a “semente” das atuais instalações de Usinas de Oxigênio e dos sistemas enchedores de cilindros “on site” no mundo.

Hoje as Usinas de oxigênio fabricadas no país atendem todas as normas nacionais e internacionais com seu consumo energético e pureza diferenciados pelos sistemas utilizados VPSA, VSA ou PSA.

A pureza mínima de 92% é hoje facilmente obtida por todos os concentradores em razão do uso das atuais peneiras moleculares de alto desempenho que faz com que as usinas atinjam purezas de até 99,5% no modo VPSA.

A 16 anos atrás a Anvisa, bem atrasada em relação à legislação médica mundial, , regulamentou o uso do oxigênio medicinal produzido por usinas concentradoras no país através da RDC 50 em razão de seu crescente uso mundial e implantação em alguns hospitais, inclusive governamentais, mesmo sem amparo legal, em razão principalmente dos preços abusivos das multinacionais do setor (custo de até US$ 17.00/m³ na época) agindo em oligopólio.

Essa prática abusiva chegou a render-lhes multa de 3 bilhões de reais em 2010, anulada pela justiça brasileira 5 anos após, por julgar ilegal a obtenção de algumas provas por escuta telefônica em junho de 2015 (infelizmente ainda não existia o Sergio Moro).

Sobre as vantagens das usinas concentradoras sobre LOX/cilindros Da Concentração:

O principal argumento dos fornecedores de LOX e cilindros é sua pureza de 99%, superior à pureza do gás produzido por Usinas. Esse argumento cai por terra por:

1 – Estudos médico/científicos atestam não existir diferença terapêutica entre administração a pacientes de oxigênio a 90% ou a 99%, pois o resultado terapêutico é o mesmo. Ademais, já existem usinas concentradoras que produzem O2 a até 99.5%, atendendo todas as normas nacionais e internacionais.

2 – Hoje, oxigênio concentrado em usinas atinge até 99,5% em passo único e atendem todas as normas nacionais e internacionais.

3 – O risco de adquirir-se oxigênio fora de Norma é zero com a utilização de Usinas. Já o oxigênio em cilindros pode conter ar comprimido injetado por terceiros e ainda outros contaminantes.

4 –A Usina permite a recarga de cilindros com grande economia e qualidade aos hospitais.

5 – Usinas são utilizadas a mais de 70 anos no mundo e a mais de 30 anos no Brasil, estando algumas ainda hoje em operação nos hospitais desde a sua instalação.

6 – Usinas ocupam 20 a 30% da área necessária a tanques e seu perímetro de segurança.

7 – Os custos energéticos de produção de oxigênio via Usina são equivalentes ou inferiores à perda evaporativa natural e em recargas/alivio do tanque de LOX (20 a 25%).

8 – Hoje, usinas utilizam telemetria que informa em tempo real qualquer desvio na produção acionando o back-up e sua manutenção, com possível reparo “on line”.

Sobre o enchimento de cilindros via concentrador:

1 – Vários Municípios implantaram nossos concentradores com Enchedores de Cilindros com seus administradores adotando essa evolução no mercado de gases medicinais, antes, refém das multinacionais do setor com custos proibitivos ou o risco desse provimento por fornecedores não confiáveis, com fornecimentos adulterados.

2 - Atualmente alguns Hospitais Universitários através da EBSERH, já requerem em seus editais a adoção dessa tecnologia sem restrições.

3 – Instituições públicas/privadas tendem a seguir essa evolução tecnológica na crescente demanda de gases por Home Care, tendência mundial, pelo baixo custo final desse gás e na liberação de leitos hospitalares para pacientes com necessidade de acompanhamento médico constante e outras ações hospitalares.

4 - Um país de dimensões continentais como o Brasil necessita de forma eficaz, confiável e econômica de atender sua população do interior, ribeirinhos, aldeias indígenas e locais longe dos centros produtores de gás considerando a economia, segurança e qualidade, meta dos bons administradores públicos e privados do país.

5 - Ao ampliar seu leque de possibilidades com inclusão de todas as opções de fornecimento de gases medicinais previstas na legislação, a Administração Pública ou Privada aumenta o número de fornecedores e competitividade com mais ofertas e segurança de estar adquirindo um oxigênio mais seguro para seus usuários.

6 – Ao adquirir OXIGÊNIO em cilindro de empresas inidôneas há risco de receber-se OXIGÊNIO adulterado com umidade, ar, bactérias e outros contaminantes.

7 - Cilindros medicinais envasados em indústrias que produzem gases industriais e medicinais necessitam de AFE e Certificado BPF expedidos pela Anvisa devido ao envase simultâneo do oxigênio industrial e medicinal na mesma planta de produção, dispensáveis na produção e envase local por riscos inexistentes na produção unicamente de gases hospitalares via Usinas de Oxigênio, sem risco de mistura desses cilindros ou gases.

8 - É corrente que pós certificação Anvisa, essas empresas não são mais regularmente fiscalizadas pelos órgãos sanitários locais.

9 – A cessão de AFE por certificadas Anvisa às revendas terceirizadas sem inspeção/fiscalização regular facilita condutas fraudulentas no fornecimento desses gases para obtenção de vantagem econômica desleal.

10 – O envase de cilindros utilizando concentradores são mais confiáveis e de risco zero, pois, a pureza do gás é avaliada pela unidade hospitalar através de um monitor incorporado sendo garantido 100% contra fraudes a até 99.5%.

11 - O envase de cilindro no local de demanda gera menores riscos pela certeza da manipulação de produtos provenientes de processos auditados pelo próprio requisitante com total controle da pureza do gás.

A qualificação trimestral do processo no todo (da produção do gás à recarga) é executado periodicamente aumentando a confiança no produto final.

12 – Argumentação lógica e definitiva:
Se o Oxigênio via concentrador é utilizado em hospitais como gás para uso cirúrgico e oxigenoterapia, qual seria a razão para não utilização desse gás, agora envasado em cilindro, ter seu uso em ambulâncias, enfermarias, Home Care e outras aplicações, já que se trata do mesmo produto.
A resposta só pode ser: Seu baixo custo de produção e sua comercialização a baixo valor, o que reduz sensivelmente o faturamento das multinacionais do setor.

O gás medicinal em cilindros produzido em instalação hospitalar através do uso de concentradores/compressores acoplados a Enchedores de Cilindros atendendo normas ABNT e ANVISA atualizadas para atendimento das necessidades da Instituição é legal e regular, não havendo restrições para seu envasamento na legislação brasileira ou internacional.

É conclusivo que: “Se uma instalação não é restringida pela Legislação, então essa pode (e deve) ser julgada regular, não havendo razões para a criação de restrições e obstáculos a seu uso, sobretudo se essa instalação além de proporcionar vantagens econômicas com menores valores de aquisição pela população, proporciona ainda maiores garantias à qualidade e segurança de um produto essencial à saúde da população” Cabe aos administradores (Secretarias de Saúde, Hospitais Universitários, Centros de Saúde...) em se considerando necessário, exigir do fornecedor seus parâmetros de segurança mínimos de funcionamento dessas instalações.

Cabe aos administradores (Secretarias de Saúde, Hospitais Universitários, Centros de Saúde...) em se considerando necessário, exigir do fornecedor seus parâmetros de segurança mínimos de funcionamento dessas instalações.
A Anvisa/ABNT somente normalizam processos já implantados.

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